Soulfly + Killus

Local – Salamandra Barcelona

Data – 31/07/2018

Texto e Fotos:  Mauricio Melo & Snap Live Shots (@snapliveshots)

Max Cavalera passou por Barcelona no último 31 de julho, desta vez liderando o Soulfly e já em reta final da atual turnê europeia da banda e o que poderíamos chamar de turnê de pré-lançamento do disco novo, intitulado “Ritual”, que sairá no próximo mês de outubro. Como banda de abertura, tivemos os espanhóis do Killus.  Se você é fã de Marylin Manson e Coal Chamber, está aí uma boa dica.

Sob a introdução de “The Dark Ages”, Max entra em palco acompanhado de Marc Rizzo (seu fiel escudeiro nas seis cordas), o “recém” incorporado Mike Leon no baixo e seu filho Zyon Cavalera, que há muito assumiu o posto de baterista da banda e pelo visto do mesmo não sairá mais, o garoto vem evoluindo a cada visita. Titio Iggor que se cuide. Na sequência tocaram “Frontlines” e as primeiras palavras que escutamos sair da boca de Max foi “I don’t give a fuck, you don’t give a fuck…”, melhor letra para uma abertura de show, impossível.

“Prophecy” manteve a empolgação do público e está aí uma das músicas que já não ficam de fora do setlist da banda, até mesmo porque sua letra continua mais atual do que nunca.  Para tirar de vez aquela ideia de que Max mudou de estilo e tirou o pé quando iniciou suas atividades com o Soulfly,  tocaram “Fire” emendada com “Porrada” (sem a introdução acústica) e já criando as primeiras rodas de pogo da noite.

Uma das músicas que possuem um refrão dos mais pegajosos do Soultly é “Blood Fire War Hate” e o público não decepcionou. Um pouco mais adiante apareceu “The Summoning”, que estará no futuro disco, “Ritual”, já mencionado acima e, apesar de o próprio Max confirmar que muita mistura vem por aí, a música em questão tem o DNA da banda.  Do primeiro álbum da banda, autointitulado Soulfly e que este ano está completando duas décadas, “No Hope = No Fear”, “Bleed” e “Eye For An Eye” foram escolhidas como representantes. Também devemos destacar “Plata o Plomo” que, possivelmente pelo idioma, sempre tem um grande destaque em seus shows na Espanha.  Também “Babylon” e “Downstroy” com direito a um bonito instrumental de Rizzo empunhando um violão, que na Espanha é chamada de guitarra espanhola, o que sempre ganha uma dimensão maior por aqui devido à cultura do Flamenco.

Talvez o ponto negativo da visita tenha sido a falta de divulgação do show, muita gente comentou e compartilhou o evento em suas redes sociais, mas faltou um punho mais forte do próprio promotor. Isso, somado a um público que já vem se arrastando financeiramente, após uma enxurrada de festivais e uma grande parte da população que deixa a cidade por causa das férias de verão (algo comparado ao período de Carnaval no Brasil), fez com que a noite não tenha tido um completo sold out na boa sala Salamandra, mesmo assim, um bom número esteve presente.

Seja com o Soulfly ou mesmo com o Cavalera Conspiracy, Max continua mantendo seu público fiel e, após duas décadas, o Soulfly já tem seus próprios fãs sem a necessidade de tocar os clássicos de sua antiga banda.

 

 

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