MTV Headbangers Ball Tour 2018

Fotos Tarakum Photography

Centrum Koncertowe A2

Por Virginia Pezzolo | Fotos Tarakum Photography

Suicidal Angels

Death Angel

Sodom
Exodus

Seria impossível perder um show com um line-up desses. Três bandas Old School, duas americanas e uma germânica, acompanhadas de um grupo grego de Thrash Metal de história mais recente. A MTV Headbangers Ball foi uma turnê com 17 shows, passando pela Inglaterra, Áustria, Alemanha, entre vários outros países. O show relatado foi em Breslávia, cidade que fica na Polônia.

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Suicidal Angels


Mesmo sendo a primeira banda e com um set bem enxuto, contando que eles  têm seis álbuns, os caras foram capazes de mostrar bastante de si mesmos no palco. A casa estava quase cheia, e o público também se mostrava atento a esse grupo de Thrash Metal vinda da Grécia. Percebe-se que eles já têm um bom tempo de estrada, pois são muito seguros no palco, entregando um show enérgico. Também vi fãs convictos na plateia e provavelmente agora ganharam muitos novos. Começaram bem com “Capital Of War”, do último disco “Division Of Blood”. Emendaram com “Bleeding Holocaust”, do álbum “Dead Again” de 2019. A ênfase continuou no último trabalho da banda com “Front Gate” e “Eternally To Suffer”. Veio então “Bloodbath”, do álbum homônimo. “Seed Of Evil” era uma das mais pedidas, do excelente disco “Divide And Conquer” (2014). Terminaram com “Moshing Crew” e “Apokathilosis”, esta mais antiga, do trabalho de 2009, “Sanctify The Darkness”. Excelente começo de noite!

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Death Angel


Enganou-se quem pensou que a banda formada por jovens integrantes em 1982 tocaria seu mais recente trabalho, “The Evil Divide”, nesta turnê. Talvez pelo line-up e por ter passado pela Europa apenas um ano atrás, eles decidiram se concentrar em seus velhos sucessos. Infelizmente eles também tiveram pouco tempo para tocar. Começaram com “Evil Priest”, do disco “The Ultra-Violence” de 1987, seguido de “Left For Dead” e “Claws In So Deep” dos discos “The Dream Calls For Blood” e “Relentless Retribution”, respectivamente. Aí foi um festival de volta ao primeiro disco, vieram “Mistress of Pain”, “The Ultra-Violence” (ok, esta teve ‘Thrown To The Wolves’ do ‘The Art Of Dying’ grudada) e “Kill as One”. Terminaram com “The Moth”, como disse, a única do último disco lançado. Ver o Death Angel ao vivo é sempre bom, pois percebe-se que os caras se entrosam muito bem no palco e dão o sangue para fazer uma boa performance.

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Sodom

Um pequeno descanso e apareceu o Sodom, uma das principais bandas do Thrash teutônico. Bom, eles não precisam de introduções. Depois de tantas mudanças de integrantes, o grupo agora é um quarteto. Um dos novos membros é Frank Blackfire, que já esteve ao lado de Tom Angelripper. Agora o jogo mudou, desta vez a banda teve um set demorado, confirmando um status de segunda maior atração da noite. Iniciaram com “Christ Passion” do “Persecution Mania”, de 1987. A orquestra de “Angelripper” sempre foi mais famosa por obras seguindo um instinto agressivo, não muito pela virtuosidade. Não vejo o motivo de ter duas guitarras, mas se é vontade do dono, que assim seja. Com fãs cativos e diversos clássicos no bolso, não há como negar que foi um show intenso. O que mais dizer quando eles tocam “Outbreak of Evil”, “Sodomy And Lus”t, “Agent Orange”, “Remember The Fallen” e terminam com “Bombenhagel?”. Foi simplesmente excelente!

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Exodus

Teve Gary Holt? É melhor nem perguntar, sendo que o Slayer esteve bem ativo no ano de 2018. Mesmo sem o importante membro fundador, dá para ficar feliz com Lee Altus e Kragen Lum, pois são ótimos. O Exodus rodou a Europa por diversas vezes nos últimos anos, desde o lançamento “Blood In Blood Out” de 2014. Já está mais do que na hora deles entrarem em estúdio de novo e a promessa é que vão demorar um pouco para voltarem para cá. A banda literalmente é o próprio Thrash Metal cuspido e escarrado; sendo que, quando eles começam, pode ter certeza que vai ser pancadaria até o final. Apenas um pequeno estranhamento foi notado nesta turnê. Nenhuma das músicas gravadas com o Rob Dukes foram tocadas. Uns gostam, outros torçem o nariz, enfatizando a potência da voz de Dukes. Mesmo assim, Zetro sempre entrega uma performance de qualidade, sendo um grande anfitrião e entretendo a platéia. O setlist completo acompanha uma música do Metallica que é totalmente desnecessária, pois o Exodus não precisa prestar tributo pra ninguém.

01. Bonded by Blood

02. Exodus

03. And Then There Were None

04. Body Harvest

05. Impaler

06. Fabulous Disaster

07. Metal Command

08. Piranha

09. A Lesson in Violence

10. Blacklist

11. Motorbreath (Metallica)

12. The Toxic Waltz

13. Strike of the Beast

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