Brujeria – Cinismo e agressividade

Brujeria – Bruno Sessa – Punany Fotografia

Brujeria + Krisiun encaixe perfeito de cinismo e agressividade

Por Bruno Sessa

O Brujeria retornou ao Brasil para um encontro histórico junto com o Krisiun, na nova casa de shows, Espaço 555, no Centro de São Paulo, organizado pela Agência Sobcontrole.

Com o cenário caótico pronto, o Krisiun, um dos maiores nomes da história do death metal brasileiro, iniciou o show que marca o encerramento da turnê do décimo álbum de estúdio “Forget in Fury”. Um show cru, mas muito bem executado fez a abertura da noite. O setlist composto por 12 músicas aqueceu bem o público que já lotava a estreante casa, com diversos agradecimentos do vocalista/baixista Alex Camargo pelo apoio dos fãs na extensa trajetória da banda.
Com um pouco mais de uma hora de show, o trio finalizou sua apresentação, que contou com as principais faixas: “Combustion Inferno”, “Blood of Lions”, “Kings of Killing”, e também um cover destruidor de “Ace of Spaces” do Motörhead.

O visceral Brujeria regressou ao país dois anos após a polêmica turnê “F**** Donald Trump”, trazendo suas composições pesadas, cheias de referências com descaramento, satanismo, sexo, política e violência para o palco do Espaço 555.

Lenine Bruno Sessa – Punany Fotografia

A performance devastadora se iniciou com uma criança de 6 anos com lenço no rosto entrando no palco para anunciar o grande show da noite. Foi com a inquieta “Cuiden a los niños” que o Brujeria surgiu no palco, gerando uma insanidade total que se instalou em cada canto da casa de show, ficando pequena para o caos generalizado repleto de rodas de pogo e moshs por todos os lados.

 

Na sequência, foram tocadas as músicas: “La ley de plomo”, “El desmadre”, e “Colas de rata”. Como de costume, com os rostos cobertos por lenços, a formação desta turnê tem somente um integrante da formação original, o vocalista Juan Brujo, que vem acompanhado por El Sangrón (vocal), Hongo Jr. (bateria – Nick Baker, Cradle of Filth, Dimmu Borgir), El Criminal (guitarra – Anton Reisenegger-Pentagram, Lock Up), e Patrick Jensen (baixista – The Haunted).

O público não parou por nem um minuto e o repertório contou com músicas que passaram por todos os álbuns lançados pelo Brujeria desde 1993: “La Migra”, “Raza Odiada”, “Brujerizmo”, “Satongo”, e a música lançada em EP: “Viva Presidente Trump!”, que critica vigorosamente o presidente dos EUA e os atos propostos no seu governo.

Brujeria – Bruno Sessa – Punany Fotografia

Encerrando a brutal apresentação, o Brujeria entra no palco empunhados de facões, dando abertura para atender aos pedidos dos fãs tocando a incessante “Matando Güeros”, e logo em seguida a cômica versão de Macarena que faz apologia a maconha: “Marijuana”.

Uma noite de muito grindcore de qualidade, que explica o porquê a banda mexicana-norte americana sempre lotar seus shows em todas as suas passagens pelo Brasil, sendo referência na cena mundial e mantendo sempre suas raízes com um encaixe perfeito de cinismo e agressividade.

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