Formação nova sem dó

Por Samantha Feehily | Fotos Jozn Head

Depois do sucesso do último Cd “Instinto Ruim”, Worst passa por mudanças na formação, mas o peso e a agressividade continuam, Aliás, em conversamos, com o Thiago Monstrinho, vocalista da banda que assegura, “esse novo play está animal!”.

Em meio do caos da cena pesada no Brasil que não é valorizada, a banda se destaca e grava novo full no estúdio dos consagrados do metal nacional, Eros e o Rodrigo do Korzus. “Foi uma experiência única! Simplesmente animal! Eles agregaram demais na produção, na energia, na experiência que eles têm. O clima foi muito foda durante todo o processo da gravação do disco. Sem contar que são dois grandes amigos e músicos que eu admiro demais”, diz Thiago.

O novo CD marca a estreia dos novos integrantes, Renato Romano na guitarra e Bruno Nicolozzi no baixo, e uma fase mais madura da banda. “Eu diria que a palavra é maturidade. O diferencial é que vai contar com faixas em inglês, três em português e uma instrumental. É um disco ao mesmo tempo técnico para caramba e maloqueiro demais. A saída dos ex integrantes se deu por conta de momentos mesmo, eles estavam em outra fase, mas continuam sendo nossos irmãos. O Renato e o Bruno entraram com sede de sangue, chegaram com os dois pés na porta, sem contar que são músicos extremamente técnicos, velozes e conseguem aplicar tudo que a gente sempre quis fazer musicalmente no Worst” comenta Monstrinho.

Sobre o novo Cd, Thiago é categórico, “foi o disco que fizemos em tempo mais curto. Foram dois meses de composições e três ensaios por semana. O Renato tinha acabado de entrar na banda, nós três nos internamos, eu ele e o Fernandão. O Fernandão e eu sempre fizemos a maioria dos riffs de guitarra, a gente inventa os riffs e canta na boca e os guitarristas tocam, nesse disco não foi diferente, mas o Renato veio com muitos riffs brutais, o que somou e agregou demais nas composições. Depois o Bruno entrou na banda semanas antes de entrarmos em estúdio, então eles fizeram uma mini clínica de cordas e deixaram tudo no esquema para arrebentarem no estúdio. As músicas do álbum Deserto estão muito mais maduras, as letras também. Gravamos tudo com muita calma, e tudo foi feito com muita cautela, com muito carinho nos detalhes, leads, linhas de voz, timbres, tudo! Estamos muito felizes com o resultado desse álbum” afirma.

Em outubro a banda se prepara para mais uma tour fora do país, “vamos no final de setembro e voltamos final de outubro, vai ser a maior tour que já fizemos. Estamos agora na agência Hermano Booking, o que nos resultou um salto muito significante na estrutura da banda e temos agora um respaldo muito maior do que tínhamos antes. A primeira vez que fomos eu fiquei em choque de ver o número de fãs na Alemanha, França, República Tcheca, Bélgica, todos cantando todas as músicas (tudo errado rsrs) em português. E o mais impressionante é que eles falam que preferem em português do que inglês, dizem que a nossa língua é agressiva. Portugal e Espanha me senti em casa, todo mundo conhece todas e se emocionam com as mensagens que passo nas letras.

Mas a verdade é que eu estou bem ansioso para ver como vai ser a reação do público quando ver as letras em inglês do novo álbum. No Brasil faremos a tour de lançamento, provavelmente, fim de agosto e começo de setembro. Vamos viajar bastante o brasil esse ano”, confessa Monstrinho.

Em seis anos de banda é notória a evolução, e o vocalista sabe das diferenças e fala com amor sobre essa transição. “A palavra de ordem é maturidade. Eu sempre fui baterista, mas sempre quis ser frontman, no começo escrevia as letras com o puro ódio e revolta que vivia no momento, tudo amadurece com o tempo, toda banda. A galera gosta muito daquela fase. Viver de música no Brasil é difícil, nosso país tem pouco incentivo à musica pesada, qualquer imbecil faz uma letra ridícula de música popular e vende muito, rebolando rabo na tv e fica milionário. Porém, só conseguimos viver porque nunca desistimos, aqui tiramos leite de pedra, e nosso som atingiu um público imenso fora do Brasil, então isso para gente é extremamente importante, porque hoje tocamos mais fora do que aqui. Eu estudei muito uma mestra do vocal que se chama Melissa Cross, e agora estou fazendo aula com uma professora incrível chamada Magali Mussi, ela tem me ajudado muito, tenho estudado muito respiração, nossa garganta é um músculo que precisa ser treinado diariamente, faço muito aquecimento antes de gravar e em shows” destaca.

E finaliza prometendo “preparem-se para o melhor disco de todos que vai vir, espero que se espanquem muito!”

 

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