MG é um celeiro de metal

 

Por Leandro Fernandes | Foto: Banda/Divulgação

Bom, gostaria de agradecer pelo tempo cedido a esta entrevista. Juarez, a quanto tempo o Scourge está na ativa?

Juarez: Opa, nós quem agradecemos pela oportunidade, como sempre digo: a união faz a força! Bem o Scourge  já deve ter uns 10 anos desde a formação, esqueci quando foi formado (risos), mas a banda se firmou mesmo depois de gravar o debut “On the sin…”.

Minas Gerais sempre representa e sempre irá representar com boas bandas do Metal Nacional. O interessante que a maioria das bandas, assim como vocês, procuram investir em um som mais extremo, pesado. O estado também é conhecido pelo forte potencial na MPB com grandes músicos conhecidos mundialmente. Toda banda possui uma influência, qual  a influência do Scourge?

Minas Gerais é um celeiro de metal, mas acho que o metal extremo está na genética mineira, temos ótimas bandas de death metal e outros estilos também. Eu sempre toquei death metal, não sei fazer outro tipo de som (risos), mas escutamos de tudo relacionado ao rock e metal: Black Sabbath, Iron Maiden, Exodus, Celtic Frost, etc. Porém nossas músicas são feitas com estômago (risos), vem de dentro sem pensar em influência, colocamos todo ódio nas canções e assim flui nosso som.

Recentemente vocês participaram do Roça n’ Roll. Qual o grau de importância deste festival para uma banda?

Roça n’ Roll foi fodástico, apesar de ter tocado muito cedo e a galera não ter chegado em peso, foi fantástico! É um fest que dá toda estrutura para as bandas. Bruno (organizador) está de parabéns! Roça n Roll é como se fosse o Wacken no Brasil, depois que tocamos lá a banda teve um upgrade foda.

Por estarem afastados de Belo Horizonte, Uberlândia hoje é a maior cidade do interior do estado mineiro, isso dificulta algo no trabalho?

De forma alguma, uma porque a localização de Uberlândia ajuda e muito com relação ao deslocamento pra qualquer cidade, e o movimento aqui está crescendo muito e pelo que vejo nos grandes centros, rola uma divisão de público devido a tretas, rixas, etc.

É positivo o retorno que a banda tem do exterior?                                        

Com certeza, a Cogumelo fez uma parceria com a Grey Haze Records que distribui o material nos EUA e Europa, e sempre estou em contato com o dono da Grey Haza (Jayme), que é brasileiro, mas é complicado ganhar o mercado internacional. Aos poucos chegaremos lá, sem pressa, com os pés no chão e dentro das nossas possibilidades.

Temos uma cena hoje no país onde ainda existe intrigas, divergências, coisas também do tipo: “fulano é melhor nisso, beltrano naquilo”. Na sua opinião, isso é necessário ou poderíamos ter uma união maior?

Poderíamos sim ter uma grande cena, mas tem muito cabra que só olha pro seu umbigo. Tem muita banda que se acha, produtores que não dão a mínima para as bandas e gravadoras que só querem pra eles próprios e o radicalismo sem pé nem cabeça, mas a inveja é a arma dos derrotados e a maioria fica pelo caminho.  No entanto, têm muitos que lutam pelo undergound simplismente por paixão e é disso que precisamos!

Como se encontra a agenda da banda neste início de novo semestre de 2017?

Estamos compondo o novo disco e agendando algumas datas, logo iremos divulgar.

Estamos vivendo um momento onde várias bandas do mundo estão investindo em reuniões com membros principais e até mesmo alguns retornos com a formação original. Existe alguma que gostaria de ver em especial e que no momento é quase que impossível?

Sem dúvida, o Sarcófago! Se meus brothers voltassem seria mágico e brutal, algo para mundo se orgulhar, mas só o Sr. Wagner pra saber isso (risos). Trocamos ideias sempre, mas não falo neste assunto. Quem sabe um dia a banda mais polêmica do mundo volte e se curve novamente perante eles.

Gostaria de desejar muito sucesso e muito trabalho ao Scourge e agradeço mais uma vez por este bate papo. O espaço é livre para considerações finais.

Muito obrigado brother pela entrevista! A união faz a força, Scourge agradece a todos e digo, a inveja é a arma dos derrotados… Força e honra sempre!

 

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