“Um início muito bom”

Por Edi Fortini | Foto Caroline Nohama

A Everside foi criada em 2018 e é formada por Jessica Waltrick (Voz), Ben Tramujas (Baixo), Nico Sourient (Guitarra), Gus Sourient (Bateria) e Cão Ribas (Guitarra).

Batemos um papo com a banda e a entrevista você confere agora:

Como é a cena rock/metal aí em Curitiba? Conta com muitas bandas e espaços?

No geral, a cena de Curitiba se mostrou muito receptiva a bandas novas, e com a gente não foi diferente, recebemos o tempo todo várias dicas, conselhos e orientações de pessoas com alguma experiência a mais que nós, conhecemos muitas bandas novas e mesmo assim ainda vemos o tempo todo flyers, eventos e material de bandas que ainda não conhecíamos, a cidade anda sendo berço de muita coisa boa de um tempo pra cá e ainda devem ter muitos projetos bons que estão para serem descobertos.

Vocês são uma banda relativamente nova. Como tem sido esse início de estrada? Tem encontrado muitas dificuldades?

O começo da Everside foi bem tranquilo, todo mundo que se envolveu no projeto entrou nele com os pés no chão e a gente acabou até se surpreendendo com o resultado do nosso primeiro trabalho, a maior dificuldade tem sido a produção de material que pra uma banda nova, apesar de ser essencial gera muito custo e não tem um retorno direto financeiramente falando, mas ao todo tem sido um início muito bom.

Quando teremos a previsão de um lançamento de um EP ou álbum completo da banda?

Bom, 2019 vai ser um ano muito show pra quem gosta da gente e foi com a cara do nosso som, temos um ep programado para ser lançado esse ano com a primeira música já para a metade do primeiro semestre, mas algumas outras surpresas podem vir a aparecer entre um lançamento e outro….

Como foi o processo de gravação do single Inércia e do videoclipe?

Quando começamos a compor a música tivemos um pouco de trabalho, era a nossa primeira composição juntos e a gente precisou ir experimentando o que funcionava para nós, mas depois dessa primeira fase tudo fluiu muito bem, recebemos uma força do Tiago Brandão da Vox Dei, o que ajudou muito, e o clipe foi bastante tranquilo, estávamos bastante ansiosos pelo resultado final mas graças à RecO Records tudo saiu super bem.

O que podem adiantar pra gente sobre as futuras composições da banda? O que tem rolado de efetivo que pode ser comentado?

Sobre as novas músicas, a gente pode adiantar uma coisa, aquele tom mais triste que veio com “Inércia” vai acompanhar os nossos lançamentos por um bom tempo, mas ele também vai vir acompanhado de uma pegada um pouco mais pesada e uma melodia muito bem trabalhada.

Como tem sido a experiência de vocês no palco? Já tocaram em muitos lugares?

Subir no palco é uma sensação maravilhosa e a gente queria que todo mundo pudesse sentir isso pelo menos uma vez, tocamos em vários lugares da cidade, e em alguns em que nós mesmos íamos (e ainda vamos) pra assistir a shows das bandas que a gente gosta, tivemos também a chance de dividir o palco com pessoas que já admiramos a algum tempo, e ver tudo isso acontecer é uma coisa incrível.

Esse tipo de som não é muito comum no Brasil, porém vimos em muitas bandas gringas com fãs por aqui. Vocês acreditam que conseguirão atingir um grande público por aqui? Como vocês acreditam que esse tipo de som possa crescer no Brasil?

A gente busca fazer o nosso som de coração, então a gente acredita que o nosso público vai enxergar isso. Mas é claro que tem que trabalhar muito pra isso. Se a música for boa sempre vai ter espaço. A gente acredita que o mercado brasileiro está sim aberto para o gênero.

Desde o início a banda foi concebida para ter uma vocalista? O vocal da Jessica se mescla de forma única com o som de vocês.

Não, a gente fez testes com um monte de vocalistas antes da Jessica, homens e mulheres, mas no fundo foi a que mais combinou com a banda.

Quais são as principais influências de vocês e como vocês enxergam essas influências no som que vocês fazem?

Atualmente eu tenho ouvido muito bandas como Casey, Paramore, Blessthefall, Counterparts, Aurora, The Gazette, Billie Elish, Esteban, etc. Todo tipo de coisa, a gente acredita que para fazer um som melhor precisa ouvir de tudo um pouco.

Esse espaço é de vocês, por favor falem o que mais achar necessário para nossos leitores.

Agradecemos pelo espaço que estão dando as bandas nacionais e autorais e convidamos a todos a virem conhecer nosso trabalho. Todos sabemos o caminho que o rock está percorrendo nos últimos anos e achamos que isso é decorrente ao pouco espaço que os fãs do gênero dão a bandas novas. Trabalhos como a revista de vocês é essencial nos dias de hoje. Por último agradecemos aos leitores e aos nossos fãs.

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