Procurando nosso lugar ao sol

Armaggedon é uma das novas bandas nacionais que chegaram para mostrar renovação no gênero extremo do Metal. Sua mistura de Death Metal com Grindcore vem obtendo um bom destaque nacional, e principalmente no Nordeste, onde sabemos que existe uma enorme cena para o Metal Extremo. Lançaram seu primeiro EP “Horda Infernal” e deixou a certeza de que a banda está no caminho certo. Conversamos com o baterista Will sobre os planos da banda, sua recente apresentação com o Nervochaos e sua união com bandas pernambucanas que deu origem a Metal Union Tour.

Por Raphael Arizio | Fotos: Banda/Divulgação

A banda lançou o EP “Horda Infernal” em formato digital, como o público tem reagido? Existe a chance de lançarem em formato físico ou em outras plataformas digitais, como Spotify ou Deezer por exemplo?

A reação do público tem sido bem positiva, lançamos o em formato digital no Youtube e estamos lançando no Spotify. Também fizemos o material físico que vendemos nos shows, ficou um trabalho muito bom.

Foi lançado um webclipe para a faixa Horda Infernal contendo várias imagens de horror e que remetem a vários filmes de terror. Até que ponto esse gênero de filme influência a banda?

Procuramos algumas imagens bem perturbadoras para dá aquela ênfase na ‘’Horda Infernal’’ um conjunto de demônios que nos atormentam.

A banda está em andamento com a Metal Union Tour, com outras bandas de Metal de Pernambuco. Como tem sido essa experiência de realizar uma turnê com bandas em conjunto? E como partiu essa ideia?

A Metal Union Tour está sendo umas das melhores experiências que a banda está vivendo, a ideia partiu das bandas Scream e Confounded, ambas de recife, e nós recebemos o convite com muito entusiasmo para divulgar nosso trabalho junto com duas bandas de grande porte, é uma responsabilidade para a banda.

A “Metal Union Tour” consiste entre vocês, Confounded e Scream. Como foi feita a escolha dessas bandas? Existe a possibilidade de mais banda se unirem a esta causa?

A escolha foi feita através do contato entre as bandas, somos todos amigos, e já tocamos outras vezes fora do Metal Union, dai surgiu a ideia de unir as 3 bandas para fazer o máximo de show possível para divulgar os trabalhos.

No momento apenas as três bandas participam da turnê, com a proposta crescendo e ganhando nome, o Metal Union Tour, pretende convidar várias bandas do cenário metal nordestino, e quem sabe lá na frente não fazer um evento de grande porte, estamos otimistas com a ideia.

Há pouco tempo a banda divulgou a ficha de todos seus integrantes, com seus gostos pessoais e influências de cada um. O que se pode perceber é que todos têm gostos bem diferentes uns dos outros. Como que a banda faz na hora de definir seu som e de compor suas músicas para saírem com a cara do Armaggedon?

Os gostos pessoais de cada integrante são bem diferentes mesmo, cada um trouxe um pouco de si, para introduzir nas composições, assim com muitas ideias surgem várias melodias, mas no final a proposta é uma só.

Vocês são uma banda relativamente nova, que já nasceu com o uso da tecnologia de uma forma que bandas antigas não tinham. Como a banda usa isso em prol da música e da divulgação de seu nome?

A banda foi fundada em 2004, naquele tempo já existia toda essa parada de internet, mas não era tão aberta como hoje, isso é uma coisa que nós usamos a favor da banda, mandamos nosso som para fora do país em questão de minutos, apesar de ser fácil a divulgação, bandas de Rock, principalmente quando não é comercial, precisa de sorte e mostrar um trabalho profissional.

Temos visto ultimamente muitos ídolos do Metal/Rock morrendo, ou encerrando as atividades, como Slayer, Vinnie Paul (Pantera), Black Sabbath, Chris Cornell, e muitos desses artistas não têm peças de reposição a altura de seu nome. Como a banda vê essa era da morte das bandas clássicas e como acham que o estilo estará daqui há algumas décadas?

Nós acreditamos que estão surgindo bandas com o potencial que, com certeza irá ‘’tomar o lugar’’ dos grandes, exemplo disso são bandas como Violator, Nervosa, Torture Squade, apesar de dizerem que o rock está morrendo, nós sabemos que ele renasce a cada década e vem muita banda boa por aí. Estamos procurando nosso lugar ao sol nessa jornada.

O ano de 2018 foi muito importante para a banda, lançaram seu primeiro material, começar a fazer mais show, dividiram o palco com grandes bandas como o Nervochaos e realizaram a Metal Union Tour. Qual o balanço que a banda faz desse ano, e quais são os planos para 2019?

O ano de 2018 nos fez amadurecer bastante, tanto musicalmente como nos palcos. A experiência de dividir palco com a Nervochaos e Nervecell nos fez abrir mais os olhos para nossos projetos futuros. Em 2019, esperamos fazer mais shows, lançar nosso álbum completo, clipes e viajar bastante levando o nome do metal nordestino pelo Brasil e mundo afora.

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